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segunda-feira, 16 de março de 2015

Não me deixes cheirar teu BACALHAU, Maria!

Vai tomar banhos! Cheiras mal!
...e , no caminho, desampara-me a loja !
"Mai nada! Curto e grosso à boa maneira e nível distinto, elevado e urbano do advogado
João Araújo.

(Ora aqui estão expressões que o José Sócrates - com todos os seus pecados e santidades - nunca diria!)

(Cá para mim o advogado não passa de hoje!)


quinta-feira, 5 de março de 2015

A Cor das Cuecas do Costa e do Coelho

Na semana passada gastaram-se horas de antena  a discutir a cor das cuecas do António Costa. Esta semana o País pára para assistir aos debates televisivos da discussão da cor das cuecas do Passos Coelho.

Mais relevante e de interesse primordial para o País:  O António Costa usa cuecas brancas? As cuecas brancas devem fazer pandam com a meiíta branca? O Coelho usa boxers? É mais sexy usar boxers amarelos? Os boxers laranja são mais finórios que os vermelhos?

Extraordinário o interesse, relevância e primordial importância do debate político em Portugal: as cuecas prescreveram? O Costa pagou as cuecas depois do prazo? O Coelho pagou mas não as cuecas já não custavam dinheiro? O Costa chamou boxers às cuecas? Afinal não eram cuecas? O Coelho estava sem cuecas? O Costa admitiu que usa boxers?

Espectáculo!

sábado, 31 de janeiro de 2015

Olha eu aqui a mandar dinheiro para os Gregos pagarem os salários!!!!!

Mais uma semanita passa a euforia e os gregos vão descobrir que a Troika já não vai mandar a próxima tranche e o dinheirito para se  pagar pensões, subsídios,  funcionários, hospitais, etc, etc, etc.

Ou seja, NÃO QUEREMOS TROIKA MAS A TROIKA QUE MANDE PARA CÁ O DINHEIRO ( !!!!! ) .

Espera ai! Se calhar eu é que não estou a perceber bem: o dinheiro para os gregos comerem, para  salários, pensões, serviço de saúde, escolas, subsídios, etc, vem em tranches da Troika. Se a Grécia não cumprir, o dinheiro não chega lá. A Grécia não produz sequer alimentos suficientes para dar de comer aos seus cidadãos, quanto mais aquecimento e transportes.

Ah! Anda tudo eufórico. Eu não percebo é porquê. Alguém acha graça a ver um povo e um país a passar fome daqui a um mês ou dois por ter sido incentivado a  "morder a mão em quem lhe dá de comer) ?

Ou a Grécia acha que nós Europa - ou seja, nós, os cidadãos alemães, ingleses, franceses, portugueses, holandeses, italianos, etc, etc, - vamos tirar da nossa carteira todos os meses dinheiro para pagar os salários, subsídios e reformas dos gregos?

Se o dinheiro não vai para a Grécia - porque a Grécia não quer nem ouvir falar em Troika - daqui  a um mezito ou dois, os gregos não têm dinheiro nem para comer, quanto mais para electricidade, transportes, casa....

Tenho muita pena deles mas.....Olha eu aqui já a tirar a carteira do bolso para ir fazer um depósito para pagar os subsídios e pensões dos gregos para eles andarem a brincar às politicazinhas e demagogias !!!!!

.....e olha ali os búlgaros, os alemães, os lituanos, os romenos e os belgas já a levarem menos dinheiro para casa para pagar os salários dos gregos!

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O Tuga, o saco de plástico e o contentor

A partir de 15 de Fevereiro cada saquinho de plástico do supermercado passa a custar 10 cêntimos. E agora, onde é que o tuga vai pôr o lixo?
Ok, leva-se o saco grande para trazer as compras do minipreço para casa; e depois o que é que se usa  para pôr no caixote do lixo?
Comprar sacos pretos? Pois sim.... isso é para sociedades avançadas que têm trituradores de lixo nos lava-louças e para quem 10 euros por mês "não é nada".
Os tugas - que estão com uma mão à frente e outra atrás - não podem gastar 10 euros em 100 sacos de lixo, em vez de pagarem o pão, o frango ou arroz para o jantar.
Estou mesmo a ver a D. Celestina à espreita na porta do prédio (para ninguém ver) ir com o caixote do lixo da cozinha a correr ao contentor despejar directamente o lixo lá para dentro. Qual saco qual quê.
Lixo acondicionado em sacos dentro do contentor? Já era.....

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Trapos? Velhos somos é nós!

Os nossos queridos velhinhos que adoramos e não queremos que nos deixem. Mas quando olhamos para eles, aos 85, 90 anos, já sem conseguirem ver, muito surdos, a "leste do paraíso" perdidos no Alzheimer e na demência, já quase sem andar, cheios de dores, incontinentes e sempre a tirar a fralda, já sem paciência sequer para ver TV, a dormir cheios de comprimidos , perguntamos se nós também queremos "chegar lá" e ser assim.

Teremos nós capacidade, consciência e coragem para , a partir da idade em que deixamos de tirar qualquer gosto e sabor da vida, deixarmos de tomar os comprimidos que nos mantêm a tensão baixa, os diabetes baixos e o coração a bater?

Teremos nós coragem para - quando já nos começamos a esquecer do bico do fogão ligado e a usar fralda de forma permanente , proibir que nos deixem de dar os medicamentos para poder "partir" na nossa "hora" sem nos tornarmos um fardo para a família?

Que não conseguimos fazer isso aos nossos queridos velhinhos, não conseguimos (nem queremos pensar nisso). Mas podemos decidir que não queremos chegar lá. Basta deixar de tomar os medicamentos a determinada altura..... Espero ter coragem para decidir deixar de os tomar.

sábado, 12 de outubro de 2013

Pensão de sobrevivência? Não e sim. Equilíbrio.

As razões que estiveram na base da instituição das pensões de sobrevivência são velhas e desactualizadas: as mulheres não trabalhavam fora de casa e, se o marido morria, ficavam com os filhos pequenos a cargo e sem qualquer tipo de apoio do Estado.

O mundo, entretanto, mudou (falamos de mais século menos século...). Se é certo que idosas de 80 e mais anos ainda pertencem a esse mundo velho (em que as mulheres só trabalhavam em casa), o "subsídio" distorceu-se e descaracterizou-se, passando de um apoio social de auxílio numa situação aflitiva da vida da mulher que enviuvou com filhos pequenos a cargo, para uma pensão confortável vitalícia, que se estendeu a homens e mulheres, com ou sem filhos, fossem estes maiores ou menores de idade e taxado em metade da pensão/salário do morto, fosse ele de €. 500,00 euro ou de €. 4.000,00 (!!!) e, muitas vezes, com contas bancárias bem simpáticas....

Tal como o subsídio de desemprego, o apoio do Estado - em qualquer circunstância - destina-se a auxiliar no imediato (por tempo definido, transitório e razoável - não para sempre!) as pessoas que , por razões - e azares da vida - se encontram, a determinada altura, uma situação de aflição. Não há qualquer razão social para todos nós "descontarmos" nos impostos para manter situações vitalícias a um qualquer viúvo ou viúva, guie ou não um BMW, tenha, ou não, €. 50.000,00 no banco, tenha ou não filhos maiores....

Nos tempos modernos - em que todos temos de trabalhar fora de casa - urgentemente há que encontrar um sistema justo e equilibrado, que socorra um viúvo recente ou uma viúva, que tenha filhos menores a cargo, "substituindo-se" o Estado ao pai ou mãe falecidos, em contribuição para que os menores não passem fome e não fiquem desamparados , durante um período de tempo razoável (não para sempre!), designadamente até atingirem a maioridade e completarem os estudos.

Após este período transitório, - como todos os outros cidadãos -, viúva e filhos devem sobreviver com o que conseguirem ganhar com o seu trabalho. E amealhar para a velhice.

Em Portugal, se há muitos idosos que dependem da pensão de sobrevivência para comer, há outros milhares de viúvos e viúvas, que recebem pensões de sobrevivência muito simpáticas e que servem para ir fazendo um razoável mealheiro.

Temos, actualmente, um sistema distorcido, em que, em milhares de casos as viúvas não recebem um pequeno apoio ou uma prestação equilibrada, mas em que o Estado assegura que se mantenha o nível de vida e estilo social que tinham quando o marido era vivo.

Se é certo que muitas velhinhas têm uma pensão de sobrevivência baixa - da qual dependem para sua própria sobrevivência (e às quais todos nós Estado temos de continuar a contribuir para que não passem fome e frio) até ao fim da vida delas, mais certo é que o Estado (todos nós) não pode deixar que se continuem a atribuir pensões vitalícias a pessoas ainda jovens, com filhos maiores e capacidade para trabalhar.

Ainda para mais, uma sociedade em que quase 50% dos casais se divorciam, com filhos pequenos ou não e não têm qualquer "subsídio" do Estado porque não têm .... casamento (o actual sistema de pensões de sobrevivência é injusto e discriminatório dos divorciados)

Espera-se equilíbrio na atribuição das pensões de sobrevivência, e um regime transitório que permita a manutenção de algumas pensões a pessoas idosas, a apreciar caso a caso.

No mais, A PENSÃO DE SOBREVIVÊNCIA DEVE DESAPARECER, sendo substituída por um subsídio de apoio apenas no caso de existirem no agregado filhos menores e jovens até completarem os estudos (máximo 25 anos) , após o que , viúvo ou viúva vai "ter de se fazer à vida" e trabalhar como todos nós.

O casamento é um contrato privado entre duas pessoas que não serve de base à atribuição de subsídios.

Se eu sou divorciada e tenho de me "amanhar" com o produto do meu trabalho (e programar sozinha a minha velhice), a que propósito é que a vizinha do lado, que ganha o mesmo que eu, tem a minha idade - já com filhos maiores -  (e que até aturava as bebedeiras do marido e levava uns estalos valentes na cara, mas não tinha coragem de se divorciar) - fica a receber uma prestação vitalícia do Estado para o resto da vida ?

Subsídio de apoio sim, com um valor de auxílio social , por período transitório e apenas quando haja filhos menores ou a completar estudos.

Quem quer velhices confortáveis que se aplique durante a vida.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Quem tem uma empresa tem sarilhos!

Ainda sem sequer ter conseguido fazer contas à vida, pequenas e microempresas, se não foram ainda à falência, vão agora de certeza por "água abaixo" com as coimas brutais da Autoridade das Condições do Trabalho e Finanças  e múltiplas obrigações que lhes são impostas. Ele é o TOC - contabilista - obrigatório que obriga a avença mensal ou ...trimestral + IVA. Ele são as liquidações "oficiosas" de IVA e pagamentos por conta de IRC mesmo que a sociedade (zinha) não tenha facturado ou vendido nada. Ele é a obrigação anual de apresentar o Relatório Único - uma subtileza de preenchimento "tão danado" que obriga a tirar um curso combinado de economia/direito e gestão.... Ele é a comunicação obrigatória das cessações por extinção do posto de trabalho no talho do Sr. Manel que tinha posto a trabalhar o Xico filho da vizinha do 1º andar enquanto alguém lá ia comprar umas febras..... fora as inspecções e autos de contraordenação das ASAEs deste mundo. Ele são os descontos obrigatórios para a Segurança Social....Ele é a Formação contínua obrigatória que tem de dar aos trabalhadores, mesmo os que estão a prazo! Ele é a medicina e segurança do trabalho! Ele é a Luz e água mais cara por ser "contrato de empresa". Ele é "afogar-se" em obrigações - muitas das quais ninguém supõe que existem! CONSELHO AMIGO: não abra uma empresa nem por nada deste mundo! Quem tem uma empresa tem sarilhos. Se tiver oportunidade de realizar um dinheirito, num qualquer servicito que faça, vá às Finanças no dia em que receber o dinheirito, dê início à actividade como independente, pague o IVA (ou IRS se for devido) de Acto Isolado e ..... FUJA de ser empresário! Depressa!