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domingo, 25 de novembro de 2012

Violência Doméstica é bater nas Mulheres e estas baterem nos Filhos!

Pois é Dra Teresa Morais, Secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares. Se quer "dar murros na mesa" a sério não pode dirigir a Campanha Contra a Violência Doméstica apenas contra a agressão a Mulheres.

Toda a sua Campanha "Murro na Mesa" parece apenas qualificar de maus tratos os que são exercidos "dentro de casa" contra as mulheres.

Então e os Filhos?

Ou não percebe que a a génese da Violência Doméstica não são as mulheres "batidas" mas sim nas crianças a quem se bateu e bate?

Ou a Dra Teresa Morais acha que essas mulheres que levam pancada não a aceitam? Já elas, em crianças foram "batidas" pela mãe ou pelo pai.  A violência em casa é um facto "aceite". Esses companheiros que batem nas mulheres também foram "batidos" e levaram "tareia" em crianças. Os homens que batem, e as mulheres que "levam", simultamente , os dois, de seguida batem nas crianças que têm ao pé.

Essa é que é a realidade: os pais continuam a achar que podem (têm o direito) bater nos filhos !!! Isso é que é o verdaeiro problema !

Tem ideia que as tais mulheres que vão para as tais casas de refúgio , levando as crianças consigo, continuam a dar-lhes estalos e bofetadas nesses refúgios? Ora, investigue lá um bocadinho para perceber que a mentalidade não se muda em adulto mas sim em criança e nas novas gerações.

A luta contra a violência doméstica não pode começar por cima, pelo adulto. Tem de começar pela educação das crianças, desde pequeninas (1 - 2- 3 anos), que NINGUÉM   -    NEM a sua MÃE ou o seu PAI, ou Avó    -    lhes pode levantar a mão ou dar um estalo.

Quer mudar mentalidades? Comece pelas crianças. Comece pelas ESCOLAS. Eduque e dê formação às educadoras de infância e professoras para que elas FAÇAM AS CRIANÇAS INTERIORIZAR DESDE PEQUENINAS QUE NINGUÉM TEM O DIREITO DE LHES BATER.

Ponha as professoras a cumprir a lei , comunicando ao Ministério Público, como é sua obrigação (bem esclarecida no Estatuto do Aluno)  os casos de violência em casa, sobre os alunos, de que os professores têm conhecimento. Acabe com a cobardia das escolas, que têm medo de cumprir a lei.

Bater num filho  -  ainda que seja só uma "pequena" bofetada,  é um Crime de Violência Doméstica. É punível com pena de prisão. É um crime público. Está assim legislado no Código Penal (e muito bem)  há anos. (Não é nada o tal "acto de bondade" que um qualquer absurdo de psicólogo tipo Eduardo Sá apregoa criminalmentre na TV - v. 5 para a meia-noite ).

As crianças que hoje "apanham" uma bofetada ou estalo, da mãe ou do pai, vão dar estalos nos colegas (e achar que o podem fazer) e vão ser adultos "batedores".

Dar um estalo no filho (seja ou não na tal "altura certa" Imagine-se!!!!!) não é nada um "acto de bondade". É um crime. E é uma vergonha que esse tal Eduardo Sá diga isso na TV.

Quer mudar mentalidades, Teresa Morais? Então eduque as crianças para que não admitam a ninguém - e muito menos aos seus pais - que lhes batam (com mais ou menos força, um ou dois ou três estalos.... qual é o limite? ! ? ! Um estalo por dia? Dois estalos por mês? Uma sova por ano?).

Quer acabar com as mulheres vítimas de violência doméstica? Eduque-as, desde crianças (não precisa muito tempo - bastam 10 anos) para não aceitarem que os pais ou familiares lhes batam. Essas crianças, tendencialmente, vão criar menos "brigas" na escola e não vão aceitar ser batidas em adultas, nem bater elas nos filhos.

Sem qualquer desprimor pelo seu trabalho, a sua campanha "Murro na Mesa" está longe de vir a ser totalmente sucedida. Porque está apenas a ver a árvore, Senhora Secretária de Estado, não está a "tratar" da floresta.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

A que propósito é que o Estado Social tem de ser repensado?

Mas há alguma dúvida acerca do que é o Estado Social e da sua continuidade? Estado-social é aquele que acode e cuida dos seus idosos, doentes, deficientes e incapazes (temporária ou definitivamente).

E não é isso que as nossas leis já prevêm?

Mas querem pensar o quê? Se o Estado deve ter Lares para acolher os idosos ou deve acompanhar e ajudar uma pessoa com deficiência? Ou deve tratar uma pessoa com cancro que não pode trabalharm durante o período em que esteja impedida de o fazer?

Mas, no Séc. XXI alguém tem dúvidas que o Estado - ou seja, todos nós, cidadãos, em conjunto - não deixamos "morrer" e viver na miséria os mais fracos da nossa sociedade?

O que nós precisamos sim, é de fiscalização das leis que já existem, porque o que eu vejo todos os dias é que os verdadeiramente doentes, deficientes e necessitados continuam sem nada (e pobres, cada vez mais pobres....) porque nem sabem que existem apoios e a assistência social não se desloca a eles e vejo que os "mentirosos" se vão aproveitando do Sistema.

Quanto à questão da protecção no desemprego, compreende-se desde que seja efectivamente um "auxílio do Estado", a conceder numa emergência laboral, imprevisível, e não um modo de vida subsídio-dependente, devendo sempre ter uma duração breve para obrigar as pessoas a ter outro dinamismo na criação de emprego próprio.

E acabem com a pensão de sobrevivência para os homens e mulheres com mais de €. 1.000,00 de pensão própria, desde que os filhos já sejam maiores.

Se as pessoas que se querem reformar aos 68 anos, querem manter o "estilo de vida" , que poupem e apliquem poupanças durante a sua vida activa para que venham a beneficiar do seu investimento na velhice. Não se obrigue é o Estado a dar mais €. 750 ou 1.000 ou 2.000 euros de pensão de sobrevivência a um viúvo, acrescendo à pensão do próprio, só para ele mantar o "estilo de vida".

Isso não é Estado Social: é enriquecimento sem causa.




domingo, 28 de outubro de 2012

Insegurança Jurídica. O (Não) Estado de Direito.

Direitos adquiridos? Quais direitos adquiridos?

Artigos de Diplomas Legais? Quais? Em que versão: A de ontem ou da antes de ontem?

Quando as leis se sucedem - e retrocedem - ao ritmo a que se chegou em Portugal, os princípios jurídicos que aprendemos existirem  "caem" uns atrás dos outros, os processos arrastam-se em tribunal na dúvida de qual a lei aplicável ou mais favorável, exigindo um esforço anormal aos intervenientes jurídicos e a desconfiança total dos cidadãos na justiça.

Há 2 anos era assim, mas há 1 ano já não era, há 6 meses voltou a ser, mas há 2 dias foi outra vez alterado.

A existência de variações legais tão sucessivas, cria situações de desigualdade no tratamento de situações iguais, que apenas estão separadas no tempo por 1 semana ou 1 mês.

A Lei Geral, Abstracta e Igual para todos desapareceu com o desaparecimento do Princípio da Segurança Jurídica (que permite ao cidadão projectar o seu futuro, tomar as suas previdências, fazer os seus cálculos e viver em paz). Com o desaparecimento deste princípio de direito, em espiral e necessariamente, desaparecem também os outros princípios fundamentais que gerem o direito: o princípio da igualdade, da generalidade e da abstração.

A panóplia de alterações legais sucessivas e atordoantes dos últimos anos, sem que exista sequer a segurança de que uma alteração jurídica de hoje se mantenha um ano em vigor ( !!!! ) , em conjunto com as mil e uma excepções às regras que se criaram, em inúmeros casos de relação com o Estado diferente (em razão da idade, de mais €. 1,00 ou €. 10,00, de 1 ou 2 dias, do número de pessoas, da localização das mesmas, etc, etc...), afastam de forma gravíssima o cidadão da justiça, das garantias do Estado de Direito, afastando ... o próprio Estado de Direito.

Por isso, se é para alterar, que se altere tudo de uma vez e se deixe, finalmente, a pessoas viverem em paz com as normas jurídicas, tendo a certeza delas, do que podem ou não fazer, ter ou conseguir.

Como está, é que não pode continuar.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Aumento do IMI é injusto e tem um efeito perverso.

As gerações que, em Portugal, compraram casa após o 25 de Abril, fizeram-no porque não encontraram alternativa no mercado do arrendamento ( nenhum governo teve a coragem de "mexer" nas Leis das Rendas ). As famílias aplicaram as suas poupanças na casa de habitação, a qual já está a ser "taxada" num nível alto pelas taxas actuais do IMI.

Há cerca de 4 anos (em 2008/2009), os valores a que chegavam os avaliadores das Finanças por aplicação dos índices de avaliação actual, aproximavam-se a 75% / 80% do preço real da habitação, a qual, vendida no mercado poderia valer mais 20/25%.

Desde 2008 o preço de mercado dos imóveis caiu a pique. Em 2010 as casas reavaliadas pelo Fisco nesse ano, ou no anterior, já não eram vendidas no mercado pelo valor patrimonial.

E hoje, muito menos. As Finanças continuam a aplicar índices de há 5 anos , "trazendo" a actualização do valor patrimonial para valor superior ao valor de mercado.

O aumento da taxa de IMI sobre o valor actualizado (pelas Finanças) dos imóveis pode ser uma injustiça, havendo muitas situações em que já o é, exactamente os casos em que o valor patrimonial já está acima do valor de mercado.

Numa época de grande austeridade, muito desemprego e falta de trabalho, as famílias (obviamente) vão optar por comprar primeiro o pão e o leite, pagar a água e o gás, e quando chegar a liquidação do IMI não vão ter dinheiro para o pagar. Nem vão ter dinheiro para pagar e manter em dia os seguros obrigatórios dos imóveis (como o seguro de incêndio) (o que pode gerar verdadeiras catástrofes em caso de acidente ou incêndio).

Perversamente, as Repartições de Finanças vão ter bem mais do dobro de execuções e penhoras dos imóveis por falta de pagamento dos IMIs.  Esse aumento processual vai alocar muito mais recursos aos serviços, penhorar salários, créditos de impostos (como a devolução do IRS), bem como, ao fim de 2/3 anos, o Fisco vai vender os imóveis das famílias a preço "abaixo" do preço de mercado (como geralmente sucede nas execuções fiscais) .

Efeito, igualmente, perverso para as autarquias que supõem ver no aumento da taxa de IMI o aumento dos seus orçamentos , mas que, tendencialmente, apenas virão a receber a receita ao fim de muitos anos.

Mais IMI sobre os imóveis, significa menos dinheiro disponível dos proprietários para a manutenção e reabilitação urbana. O atraso na entrega da receita aos municipios tende a provocar maior e mais acelerada degradação do parque urbano, menos cuidado com a floresta e sua limpeza, bem como maior abandono e desleixe no tratamente dos pequenos terrenos rústicos.

sábado, 6 de outubro de 2012

A “Estrangeirinha” ou a “arte de enganar o Estado”


Andamos há anos nisto. É a mentalidade portuguesa: inventar mil e uma formas de “safar” umas coroas, “fugir ao Fisco” e “enganar o Estado”. É uma mentalidade do tamanho de uma ervilha, mas é a nossa; dos portugueses.


Brandos costumes? Não diria. Trata-se antes de “rabos de palha” ou “telhados de vidro” que não permitem a denúncia das situações porque está tudo no mesmo barco!


Pois é. Não há nenhum de nós que não conheça alguém que não tenha declarado menos uns “cobres” no IRS, ou no IRC, que tenha pago compras e serviços sem factura, que tenha prestado um ou dois servicitos “por fora”, que não tenha pago às empregadas da limpeza ou mulher-a-dias sem “descontar” para a Segurança Social, que não tenha mandado arranjar umas tomadas eléctricas ou feito uma mudança de móveis sem “papéis”, que faça uns colares e pulseiras que vende particularmente, ou uns cremes, bolos ou  T Shirts pintadas ….. Muitos de nós, conhecemos “desempregados” /empregados que não declaram o “trabalho” ou as horas actuais que fazem para não perderem o subsídio de desemprego, pessoas que não se casam, nem declaram a união de facto, ou fazem os IRSs conjuntos, para não perder benefícios sociais, subsídios e pensões de sobrevivências (das mulheres falecidas, embora já vivam com outra pessoa há séculos…. ). A isto soma-se a quantidade de gente que trabalha a vida inteira sem nunca descontar um tostão para a Segurança Social em casas particulares, lojas, restaurantes, costura, bares, porteiras, construção civil, explicações, agricultura….


E…… ninguém lhes leva a mal. É a nossa mentalidade: “Coitados”. “Ganham tão pouco….”.Pois é: mas têm isenções, bonificações, taxas inferiores de impostos, casas de renda social e pensões de sobrevivência. E tudo somado é de uma dimensão “assustadora” para todos nós, contribuintes a sério, que efectivamente pagamos todos os serviços de saúde que essas pessoas usam, os tribunais, os transportes, a escola, os serviços públicos de que auferem, os Rendimentos Sociais de Inserção e as Pensões mínimas de que vêm a usufruir mais tarde. Não é o Governo quem paga. Somos nós, os que contribuímos com impostos, quem paga.


Agora anda tudo num “ai Jesus!” porque o mundo evoluiu e… apareceram os computadores (Malditos!!!) e os programas electrónicos na administração pública e local.  Passou a “cruzar-se” declarações fiscais com declarações para a Segurança Social, declarações escolares, situação de utentes dos serviços de saúde com outros apoios sociais, registos prediais e automóveis com as declarações de rendimentos. Surpresa das surpresas: “descobriu-se” que andava meio mundo a enganar o outro!


Conseguirão os portugueses - que sempre viveram de expedientes (ou sabem deles), que são peritos no “desenrasca” , omitindo isto e mostrando aquilo - deixar esta mentalidade da “estrangeirinha” ?

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Álvaro Santos Pereira: a inutilidade deste "defunto".

Expirou. Sem realizar qualquer acto relevante em prol do País. O Ministro da Economia, suposto motor e peça fundamental de um País que se quer em reabilitação, que deveria ser a figura primeira numa situação de crise como a actual, dirigindo a recuperação económica, nunca chegou a aparecer .

Porquê? Por não soube impôr-se. Não soube convencer o primeiro-ministro que a recuperação e boa saúde de gestão de um país passa pelas ideias, criatividade e desenvolvimento da economia - e nunca pelo comando e manuseamento das taxas e impostos feito por um ministro das finanças, que deve, apenas, remeter-se à fiscalização da organização das finanças.

Álvaro Santos Pereira "morreu", não teve coragem política, não soube argumentar, não conseguiu dar o "murro na mesa".

Ou melhor: Álvaro Santos Pereira suicidou-se. Deixou-se "bater" pelas dificuldades, não conseguiu reagir nem implementar as "aulas" que dava no Canadá. Se foi ingénuo? Esperava-se que com a sua intelectualidade e experiência soubesse que há "ratos" na política. A todos os níveis. Do contínuo ao ministro.  Santos Pereira não podia ignorar que estar num governo a competir com "iguais" é bem diferente de dar aulas na faculdade. Teóricas. A realidade é muitíssimo mais dura.

"Expirou" Álvaro Santos Pereira. Com isso "lixam-se" os portugueses.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Funcionários das Empresas Públicas. Já ninguém lhes atura "caras de pau" e mau atendimento.


Hoje mesmo na Carris, na Loja Mob de Santo Amaro, ao Calvário. Vários estudantes universitários e clientes, consultaram o Horário de Atendimento ao Público colocado no exterior e internet, das 9h às 17 horas, e deslocaram-se a essa Loja Mob para tratar do Passe Social. Eram 15:50m. O Segurança da Porta, com ar importante, segurava o rolo das senhas cor-de-rosa e dizia a toda a gente que não, que  mais ninguém podia tratar do passe hoje porque as senhas estavam.... Esgotadas!


Dezenas de pessoas, ENGANADAS pelas INDICAÇÕES PÚBLICAS DOS HORÁRIOS DE FUNCIONAMENTO PUBLICADAS PELAS CARRIS, deslocaram-se às Lojas até às 17h, conforme os anúncios ao público dizem  poder ser feito. Mas "batem com o nariz na porta" porque alguém, dentro dos serviços, decidiu que só se distribuem senhas até às 16h (ou 15,45m) e a Loja não atende efectivamente ao público até às 17h, como publicamente anuncia.
 

Como se caracterizam estes anúncios no site da Carris? ENGANOSOS PARA O CONSUMIDOR. Muita gente desloca-se de grandes distâncias porque só há praticamente duas lojas em Lisboa que "tratam" destes assuntos de "fazer o passe". Os utentes chegam dentro do horário que a Carris anuncia. E.... são enganados.

 
Publicidade enganosa, danos morais com perda de tempo, gastos de dinheiro a mais para usarem os transportes nesse dia, e nos seguintes até terem o passe: RESPONSABILIDADE CIVIL da Carris. Sem dúvida, direito dos utentes a indemnização dos prejuízos causados. Nem que seja a restituição com juros do dinheiro dos transportes que pagam a peso de ouro - sempre que compram um bilhete individual no autocarro - para além dos danos morais com a deslocação, perda de tempo, indignação e ansiedade.

 
A isto soma-se um grupo enorme de funcionários de uma Empresa Pública, paga por todos nós, que recebe salários saídos dos nossos impostos, de costas absolutamente virada contra o público e sem qualquer gosto ou interesse pelo trabalho.

 
O Chefe? Perguntou-se? Não está presente. Às 15: 50 m o “Chefe” não está presente. Umas dezenas de funcionários de uma Empresa Pública, absolutamente mal dispostos que, em 1 hora, fizeram perder à Carris , pelo menos, 30 (pessoas) x €. 60,00 (preço mensal médio do passe) = €. 1.800,00. "Nas tintas" para os interesses da Empresa Pública, dos utentes e necessidades sociais. Pudera! Têm o salário garantido ao fim do mês!


Claro que os utentes se indignaram e disseram bem alto que : "Isto não é a Grécia! Se pensam que vamos continuar a pagar salários dos mais que excedentários funcionários das empresas públicas e funcionários públicos estão mais que enganados!” “ Pisam o risco, Rua! “ “Vão-se embora da "função pública" que todos lhes agradecemos!" "Era o que mais faltava que esta gente, paga pelos nossos impostos, não programe os serviços de atendimento público de forma a todos os utentes sejam atendidos dentro dos horários que a Carris anuncia".
 

E os directores da Carris - com salários mais que simpáticos - são absolutamente incapazes de implementar um acto tão simples nos serviços de atendimento ao público, como reforçar o atendimento com outro/mais pessoal pelo menos durante a semana do fim e princípio do mês.

 
Pouca vergonha que os portugueses, alto e a bom som, fizeram saber in loco aos funcionários destes serviços de interesse público, com expressões do género: "Não vamos aturar isto. Não querem trabalhar: Rua! “ “ E ainda se põem com greves que prejudicam toda a população. “ “Vão-se mas é embora que funcionários públicos como vocês não nos fazem falta nenhum! Não vamos aturar isto!"


E fazem muito bem em não aturar. Isto não é a Grécia em que se pretende continuar a gastar na função pública, empresas públicas e "pensões" instaladas o mesmo que se gastava há 5 anos e que todos sabemos que não temos dinheiro para pagar.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Eu escuto as pessoas. Também a Maria Filonema Mónica? Pois.... eu não consigo ouvir todas as pessoas......

A tvi 24 repetiu ontem a transmissão da Conferência "Os portugueses em 2030", que o moderador José Alberto de Carvalho "transformou" no tema "Imortalidade".

O painel prometia, com o teólogo José Tolentino de Mendonça, o maestro Rui Massena, um jornalista e a Maria Filomena Mónica, que supostamente estava ali como socióloga e ia falar sobre a imortalidade das nações e sociedades.

As exposições iniciaram-se com Tolentino de Mendonça, à vontade dentro do tema, usando palavras acessíveis e explicitando magnificamente o seu pensamento sobre a questão da mortalidade do homem e aspiração à imortalidade, sem , todavia, entrar em secções profundas do seu amplo conhecimento das várias religiões do mundo, deixando no ar a definição do sentimento Esperança.

De seguida Rui Massena "puxou-nos" para a criatividade como forma de alcançar a imortalidade, considerando a criação na arte e pensamento como o "gesto" que o homem faz, como seu legado.

O jornalista ficou com o tema, "os custos da imortalidade" mas apenas avançou os custos médicos, sem entrar no tema do custo imaterial da imortalidade, para o homem.

Por fim, Maria Filomena Mónica, sem nunca entrar no tema, obrigou-nos a ouvir as suas ideias agnósticas e contra a religião católica (tema em que o teólogo nem entrou), disse 150 vezes a palavra "eu", foi malcriada e desagradável para o painel, "desprezou" a teologia ( não percebendo que as pessoas que a estudam , porventura já esgotaram os temas da própria filosofia, indo ainda mais além, para o estudo da complexidade da emoção do homem perante a sua própria natureza), falou da sua infância e vida, confundiu-se ao longo da exposição "saltando" de uns assuntos para os outros, sem conseguir recuperar o fio à meada, repetiu-se e repetiu-se e repetiu-se mostrando-se "esclerosada", já sem as capacidades que porventura anteriormente possa ter tido e sem qualquer consciência disso. Por fim, concluiu dizendo que "EU", Maria Filomena Mónica, não quero viver até aos 100 anos.

De todas as intervenções foi a única que não tocou uma única vez no tema em debate.

Não há ninguém lá em casa que a proiba de ir falar em público? Ou os anfitriãos e jornalistas são tão maus a ponto de a deixarem "expôr-se" ao ridículo na sua falta de tacto e hiperEgo, mostrando as fragilidades de uma vida de vaidade e inconsciência de que a "idade chega a todos" ?

Enfim. A primeira parte da sua intervenção ainda escutei. Quando começou a fase de debate e ela "retomou" a palavra dentro do mesmo estilo "eu, eu, eu" ,  considerei que não a conseguia ouvir, quanto mais escutar, e que mais 15 segundo e o "papaguear" se tornaria numa tortura. Por isso, apaguei a televisão e fui-me deitar!

Assim, confesso: eu escuto as pessoas, adoro que exponham ideias e debater sobre elas, concorde ou não com as convicções dos outros. Tenho tremendo e profundo respeito quer pelos estudos de letras, filosofia, teologia, quer por artes, ou ciências; sou "pequena" perante a dimensão a que o pensamento, a arte e a ciência chegaram já hoje em 2012 e muito mais chegarão em 2030.

MAS

Não aturo "hiperEgos" , vaidades, falta de educação e insanidades. Não consigo. É um atentado à seriedade intelectual do indivíduo. Sorry.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A casa que paguei com o meu dinheiro.... não é minha!

A Clotilde, namorada do nosso amigo Armindo, citado no último post deste blog, tinha 2 filhas quando o Armindo deixou a Lurdes (com quem tinha 3 filhos) e foi viver com ela há 27 anos.

Este novo casal, que vivia em união de facto, nunca teve filhos.

Quando o Armindo e a Clotilde compraram a casa dos dois, há mais de 20 anos, puseram a casa só em nome desta para a Lurdes não poder reinvindicar metade, caso se divorciasse.

Desde há 13 anos , data em que a Lurdes morreu, no estado de casada com o Armindo, que este recebe a pensão de sobrevivência daquela, com o "Amén" da Clotilde a quem sabe bem o "dinheirito" a mais. Por isso nunca casou com oArmindo.

Só que, há um mês a Clotilde morreu! E as suas duas filhas já falaram com o Armindo para ele sair da casa, cuja única proprietária era a sua mãe Clotilde e, da qual, elas as duas são as únicas herdeiras!

Pois é Armindo. É o que dá a "goludice". Mas, enfim. Quando receber ordem do tribunal para entregar a casa da "Clotilde" às herdeiras desta (uma vez que o Armindo não é herdeiro nem tem nenhum título que justifique a sua permanência na casa) resta-lhe a "aldrabada" pensão de sobrevivência.

Porque, Armindo, a "sua" casa, que comprou e pagou... não é sua!  É das herdeiras da Clotilde e o Armindo não tem qualquer direito sobre ela.


(Todos os casos narrados no Blog "Sociedade Lateral" são verdadeiros e aconteceram há menos de três meses)

Ando há 10 anos a enganar a Segurança Social! E não tenho vergonha nenhuma disso!

O Armindo, agora com 80 anos, saiu de casa onde morava com a Esposa Lurdes. Isto aconteceu há 27 anos, momenrto em que passou a viver com a Clotilde. Ele e a Clotilde compram uma casa há 22 anos, que ficou só em nome da Clotilde, para que a Lurdes não se divorciásse e não reclamásse metade de metade da casa!


Há 13 anos a Lurdes morreu. O Armindo preencheu a papelada, deu-se como casado com a Lurdes(como efectivamente era) , não declarou que vivia em união de facto com a Clotilde e o Estado (Segurança Social) atribuiu-lhe, desde há 13 anos,  a pensão de sobrevivência da Lurdes . O Armindo continou a viver com a Clotilde, que aceitou o "pecadilho" porque lhe sabia bem o "dinheirito" a mais da pensão de sobrevivência da Lurdes. Nunca casaram para o Armindo não perder esta pensão de sobrevivência.


Nunca ninguém (vizinhos, pessoas que sabiam do facto) se meteu no assunto. Nunca ninguém denunciou o caso à Segurança Social. Somos malta porreira, não somos delatores e eles que tirem o dinheirito (ilegal) que dão ao Armindo dos 11% com que contribuimos para a Segurança Social.

Agora vamos contribuir com mais 7% para a Segurança Social porque, para manter a Segurança Social tal como está e, a pensãozita de sobrevivência do Armindo, os nossos 11% já não chegam.

Os vizinhos vão continuar calados e não informar a Segurança Social da ilegalidade porque são "gajos porreiros" e não fazem denuncias.


(Todos os factos mencionados no Blog "Sociedade Lateral" são verdadeiros e ocorreram nos últimos 3 meses....)

sábado, 8 de setembro de 2012

Banco Central Europeu tenta "enganar" crise do euro com compra "irreal" da dívida dos Estados aflitos.

Pois é. É só um mecanismo artificial de cosmética financeira este anúncio de há dois dias do BCE de "comprar" a dívida dos países europeus aflitos.

Não é uma solução verdadeira: é só mais um mecanismo financeiro "artificial" destinado a durar 2 ou 3 anos a "fazer de conta" e, pôr um "penso rápido", na enorme crise do euro.

Como é que alguém compra uma coisa que já é sua?

Ou seja, os Estados membros vão dar com uma mão ao BCE o dinheiro que este precisa para depois lhes dar com a outra.

Soluções "chico-espertistas" deste género, que só criam artificialismos nas relações financeiras internacionais são exactamente iguais às situações criadas pelos bancos e financeiras americanos que até 2008 (quando "estoiraram") faziam avaliações aos imóveis das pessoas a preços muito superiores ao valor que estas realmente valiam, para emprestar mais dinheiro (ou seja, vender mais dinheiro), contabilizando activos "irreais" sem qualquer suporte físico e real.

Esta decisão do BCE é cosmética: não é real. Não traz dinheiro novo e verdadeiro. São só mudanças de números de umas colunas para outras para simular a existência de dinheiro num local onde efectivamente ele não existe.

E, depois de o BCE "comprar" a dívida, os Estados ficam sem as suas próprias dívidas e o "buracão" fica no BCE. Buracão esse que, mais cedo ou mais tarde, os Estados, de novo, com o seu dinheiro têm de voltar a "encher".

Só que, como os Estados são um "poço sem fundo" de sorvimento de dinheiro para as suas despesas públicas, não vão "encher" de novo o buraco nos prazos que o BCE vai fixar.... Os países mais ricos da zona euro, vão-se chatear de lhes estarem sempre a pedir dinheiro para financiarem Grécias e Portugais e vão ser eles próprios os primeiros a regressar às suas velhas moedas. Os outros que encham o "buracão" !

Troika falhou "redondamente" o Plano de Recuperação de Portugal reflectido no Memorando.

PARA QUÊ? EM QUE É QUE ESTA AUSTERIDADE TODA SERVE OS INTERESSES DOS PORTUGUESES?

 As medidas anunciadas ontem 7.09.2012, são verdadeiros "impostos camuflados" (mais uns....) no sentido em que obrigam os cidadãos a entregar ao Estado muito mais do seu rendimento disponível.

Não é verdade que Portugal não possa ter Estado Social, Educação ou Saúde Pública. Provalvelmente não a pode ter nos mesmos termos de "exagero" de funcionários nos serviços, mas pode - e deve - tê-los à mesma, exigindo (a sério e com fiscalização) que verdadeiramente se trabalhe e o Estado (ou Emprego Público) não sirva apenas para dar "emprego " , passar o dia ao telefone com amigos ou na internet .

É verdade que Portugal não pode continuar a pagar pensões e reformas acima de €. 1.600,00, muitas vezes cumuladas com pensões de sobrevivência, muitas vezes, de igual valor , durante mais de 25 anos aos reformados.

É verdade que tinha de se "mexer" nas leis do trabalho para "acabar" com situações de exagero, aproveitamento , protecção excessiva e com as disparatadas "portarias de extensão" que ao longo de anos "distorceram" e tornaram artificial o mercado do trabalho.

Mas..... deixe-se o mercado funcionar minimamente, deixe-se as pessoas criarem e desenvolverem actividades económicas. É que, se as pessoas não trabalham (em serviços, em empresas) , não têm  rendimentos. E se não têm  rendimentos não pagam impostos nem consumem. O que significa que não há dinheiro para pagar serviços públicos essenciais como os hospitais, nem se gera trabalho e riqueza em outras actividades.

A Troika falhou "redondamente" o Plano que propôs para Portugal porque não escreveu no Memorando as medidas necessárias para fazer crescer a economia : linhas de crédito bonificado a empresas, períodos de carência nos pagamentos a Estado e Segurança Social, incentivos fiscais em função dos resultados do crescimento anual e da colocação de novos empregados. Projectos de incentivo a actividades nativas próprias portuguesas, onde nossas empresas e empreendimentos seriam incentivados fiscal e financeiramente, como o mar, o sol, o turismo, a produção agrícola em estufas, a protecção (a sério) da floresta e exploração florestal (em vez de ser deixar "arder" ) , o vinho, os serviços tecnologica e cientificamente mais avançados, como nós já provarmos sermos capazes de desenvolver, prémios ao mérito e partilha de conhecimento.

Primeiro, "atou-se braços e pernas" aos empresários exigindo as licenças burocráticas mais inconcebíveis a quem queria ter um negócio, abrir um café ou restaurante, uma creche, uma pequena empresa de transportes, um aviário.....

Depois, "caiu-se" brutalmente , com taxas absurdas de IRC , sobre o rendimento das empresas impedindo-as de reinvestirem , criarem mais emprego, manterem-se actualizadas e modernas e crescerem.

Agora os novos "impostos" sobre o rendimento das pessoas, impedindo o consumo.

SEM CONSUMO NÃO HÁ ECONOMIA, porque não há procura. Fecham as empresas que existem, extinguem-se esses postos de trabalho e não há incentivo a novos investimentos.

Porquê? Para reduzir o défice e para o FMI nos emprestar dinheiro para nós mantermos em funcionamento um Estado pesadíssimo mais 5 ou 6 anos. Sim. Porque depois volta tudo à mesma.

As gorduras do Estado estão essencialmente, na quantidade exagerada de cargos e lugares na administração pública e local, geradas, muitas vezes, por Grupos de Estudo, de Trabalho, Comissões, Direcções de Serviços, fundações, empresas públicas, etc, etc.

Chegada esta fase,  todos já sabemos que o "emagrecimento" das "gorduras" do Estado passa pelo despedimento de funcionários..... pela fixação de um tecto máximo nas pensões de reforma acima dos €. 1.600,00, pela extinção da pensão de sobrevivência....

Sem estas medidas estruturais de fundo, a história economico-financeira de Portugal vai repetir-se indefinidamente em espiral porque nós não temos dinheiro para ter uma Administração Pública tão pesada e temos de a "desconcentrar" para o sector privado, para as pessoas terem os seus próprios negócios e o seu próprio pão em cima da mesa.

PARA QUÊ reduzir o défice à "força" em 3/5 anos, se essa "redução artificial" e forçada vai deixar o país e os portugueses na pobreza durante 20 ou mais anos?

FALHANÇO ABSOLUTO DOS ESTUDOS E PARECERES DA TROIKA. FALHANÇO ABSOLUTO DAS CONTAS DO PS QUE NEGOCIOU O MEMORANDO E DO PSD QUE O APOIOU.

Falta de visão da Troika, PS e PSD.  Falta de competência, falta de preparação de "técnicos" (tenho a maior das dúvidas em tratá-los por técnicos) e falta de sentido de Estado dos partidos que aceitaram o Memorando.

terça-feira, 17 de julho de 2012

1.800.000 portugueses, com crianças, na linha da POBREZA

UM MILHÃO E OITOCENTAS MIL PESSOAS EM PORTUGAL (dados de Junho de 2012)  estão sem trabalho, quer por estarem desempregados, quer porque os negócios individuais, lojas, escritórios, oficinas não produzem o suficiente para pagar a água, a luz , a renda, a comida..... E têm crianças e jovens a cargo.

Estranhamente, os nossos jornalistas continuam a convidar para os debates e entrevistas pessoas "empregadas", com meios de subsistência, absolutamente distantes da realidade do País.

Todos falam da pobreza sem fazer a mínima ideia do que estão a dizer.

Para um salário mínimo de €. 485,00 / mês, ou mesmo de €. 600,00 ou €. 700,00 por agregado familiar, como é possível falar-se em baixar o preço do trabalho?

Poder baixar, pode-se. Mas não com a luz, gás e água ao preço que estão. Mas não com a especulação imobiliária que continua a existir. Mas não com o IVA sobre a comida (não se fala aqui de restaurantes! ) ao preço que está. Não com passes "sociais" a €. 50,00 / mês.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Cadáveres humanos desmembrados e vendidos na Ucrânia para indústria bio humana

Impressionante ontem a reportagem na TV sobre os ossos, cartilagens, pele, etc  que, na Ucrânia, sãoarrancados a cadáveres humanos nas horas a seguir à morte para serem vendidos a bom preço para fábricas de tecnologia biológica na Alemanha e todo o mundo. Pedaços da anca e cartilagens usadas para fazer "extensores" em operações ortopédicas, tratamentos dentários (pó de ossos...) aplicações em cirugia cosmética para o nariz e outras partes do rosto. Um cadáver separado em partes pode render até €. 250.000,00. Nas morgues ucranianas (e provavelmente em outros paises) , patologistas de serviço aguardam os cadaveres humanos "frescos" , após "aliciamento - nas horas a seguir à morte - feito por parceiros para as familias assinarem a "doação" de órgãos para ajudar doentes. Todavia, não se trata de doação. Os ossos e mais tecidos são retirados dos cadaveres e vendidos a empresas   http://wap.noticias.uol.com.br/midiaglobal/derspiegel/2009/08/31/por-dentro-do-negocio-global-de-partes-do-corpo.htm     que os pagam bem, processam e vendem para todo o mundo, onde são usados em ortopedia, tratamentos dentários, cirugia plástica e outras. 

terça-feira, 19 de junho de 2012

Juízes do Tribunal Constitucional devem ser todos independentes de qualquer partido político.

O Tribunal Constitucional representa o topo dos topos da Justiça: o símbolo do Poder Jurisdicional.

Poder independente de executivos , governos, deputados, interesses políticos e poder legislativo.
 INDEPENDENTE, único, à parte de todos os interesses do Estado ou Particulares.

O Poder Judicial é a garantia do Estado de Direito , dos direitos dos cidadãos, de todos e de cada um deles, dos direitos das empresas, da administração pública e dos deveres de todos eles.

Não há Estado de Direito, sem que a todos e, a qualquer um, seja dada a possibilidade de "levar" o seu caso a um Tribunal Independente, composto por juízes independentes,órgãos especializadíssimos, independentes de todas as partes, que deve decidoir de acordo com a Lei e a Justiça, sem qualquer tipo de pressões ou exposição.

Por isso, no Topo do Sistema -que representa o Poder Judicial-, está o Tribunal Constitucional : que se preocupa com o direito e o dever, seja de quem for, seja quem for que o apresente.

Para o Tribunal Constitucional devem ser eleitos apenas magistrados com longa experiência e independentes, todos, de qualquer partido político e desligados de empresas ou quaisquer interesses.

Dos curricula e candidaturas deve relevar  e ser demonstrada , em especial , a idoneidade e independência dos juízes de qualquer partido político, lobby ou interesse económico.

Nunca devem ser apresentadas, suportadas ou apoiadas quaisquer candidaturas por quaisquer partidos políticos.

Todo o sistema de eleição para o Tribunal Constitucional, baseado em nomes sugeridos por partidos políticos, está profundamente errado e perverte o próprio conceito do Poder Jurisdicional Independente e garantia do Estado de Direito.

sábado, 16 de junho de 2012

Dentistas Públicos - Omissão do Estado na disponibilização de um Serviço de Saúde Público Oral para todos os Utentes gera Responsabilidade Civil e dever de pagar/indemnizar os particular pelos valores que gastaram com tratamentos em dentistas privados.


Dói-lhe um dente? Tem de ir a um dentista particular. O Estado nunca cumpriu a Lei de Bases da Saúde e, ilegalmente, nunca deu corpo à criação de uma estrutura verdadeira de saúde oral para os utentes do Sistema Nacional de Saúde, embora já tenha gasto milhões em congressos , conferências, folhetos , comissões e observatórios que todos concluíram que a saúde oral faz parte da saúde pública e tem de ser assumida pelo Estado. Em Centros de Saúde, em Hospitais, onde o Ministério queira, mas tem de ser assumida.



O Estado está ilegal. E tem responsabilidade civil pelos prejuízos causados aos utentes por não ter os serviços públicos necessários para que os portugueses tratem dos dentes. Essa omissão do Estado, confere ao particular o direito de ser indemnizado pelos danos causados por o Ministério da Saúde não ter dado execução atempada e realista à Lei de Bases da Saúde.



Como é que se pode ressarcir? Proponha uma Acção de Indemnização contra o Ministério da Saúde, juntando e somando todas as facturas ou prestações do Crédito a que teve de recorrer para tratar os dentes, acrescida de juros. Vai demorar tempo a resolver? Não faz mal: mas o Estado vai ser condenado a pagar os valores que os utentes tiveram de despender por ele, Estado, ter violado a lei com a sua atitude omissiva e os juros.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

....dinheiro "tocado" , dinheiro "rolado".

É típico: quando boys e girls começam a ser investigados e a existir investigações no DIAP: os valores das contas bancários das anteriores girls e boy, passam para outras contas ou passam para o "hiper-espaço" dos "créditos indefinidos" sobre terceiros.
 
Ou seja, hoje é "emprestado" dinheiro a alguém, ou alguma empresa, para pagar dívidas de imediato e a "retoma" ao "messias emprestador" fica no "éter" ...de um crédito sobre terceiro, enevoado e indefinido quanto à forma de recuperação, porque o próprio "messias" não pode ter bens em seu nome.
 
Que os valores do "empréstimo virão a ser recuperados, não há dúvida nenhuma. Quando? já, pelo controlo de gestão. E mais tarde? Também, ao longo do processo, pela "injecção" de mais algum.
 
O dinheiro "tocado" não é para ser recuperar em .... dinheiro. É para ser "rolado". Pode vir a ser recuperado em género, com a aquisição de acções, ou direitos em negócio, ou futuras participações em Fundo, em Agrupamentos, em cessões ou concessões, em cargos, em cargos..... fica pendente. Indefinidamente.
 
 E isto porquê? Porque existem providências cautelares de arresto ou penhoras sobre os boys e girls que não lhes permitem ter bens em seu nome, do tio do piriquito e do canário, porque está tudo sobre investigação e pode ser tudo "arrestado" ou "penhorado".
 
Mas a influência do dinheiro "vivo" mantém-se. Sempre. E quando alguém se deixa enredar (ou entrar) em "negócios deste tipo" , ou é tão esperto como os outros , ou é "comido vivo" em 3 tempos.
 
Mau, mau é quando o negócio não é do próprio mas de um grupo, que lhe virá a pedir "contas" sobre eventuais loucuras....

terça-feira, 5 de junho de 2012

PROCEDIMENTO de REVITALIZAÇÃO de EMPRESAS suspende a pressão dos credores sobre as sociedades e pessoas colectivas com dívidas.

À semelhança das antigas medidas de recuperação de empresa previstas no CPEREF, o novo Procedimento de Revitalização de Empresa (com as recentes alterações do Código da Insolvência e Recuperação de Empresa (CIRE) permite a estabilização do passivo e a elaboração de um Plano de Recuperação das pessoas colectivas que passa pelo perdão de juros e capital, prazos de pagamento mais longos e a possibilidade de readaptação das empresas a meios tecnoloógicos mais actuais; para além de tornar os credores (hoje agressivos) em parceiros interessados  na recuperação da empresa e interessar os trabalhadores a entrarem no capital da sociedade, tornando-se responsáveis também pelo negócio.

domingo, 3 de junho de 2012

Não tenho dinheiro para comprar esses medicamentos todos!

Diga-me só os que tenho mesmo de tomar, Doutor. Não posso comprar todos esses remédios.

Não são apenas idosos, com pensões baixas.

É vulgar nas grávidas, que não tomam os suplementos vitamínicos e ácido fólico; é normal nos doentes dermatológicos; é corrente nas pessoas desempregadas ou naquelas que o foram "toda a vida" e agora não têm nenhuma pensão.

Deixam de tomar os medicamentos para o colestrol, mantendo apenas os da tensão arterial.

Nas mulheres pré e pós menopáusicas, passam-se anos a fio sem tomar as compensações de cálcio e glucosamina. Preferem aguentar as dores....

Compra-se uma vez o fluor e vitaminas para o bébé e depois...... nunca mais.

Há centenas e centenas de crianças a precisar de mudar de óculos, com as lentes mais que riscadas e estragadas, mas cujas famílias não podem , de momento, comprar outros. Passarão anos até à troca das lentes......

domingo, 27 de maio de 2012

Trazem-nos cá para morrer..... idosos têm de ter sítio para acabar.

Muitas famílias de acolhimento (que não são "lares" ) só podendo ter três idosos em acolhimento, acabam por ter 6 e 7 idosos em casa. Porquê?

"Estão em fase terminal. Por semanas; às vezes, por dias. Para onde vão essas pessoas? As famílias não querem que lhes morram em casa. Não há assim tantas pessoas como isso que aceitem idosos que "estão por dias....".

A Segurança Social não tem onde os pôr. Os lares querem idosos "saudáveis" e o mais autónomos possível.

Mas há uma realidade elementar: as pessoas morrem. E têm de morrer em algum lado.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Aos 87 anos acha que.....ainda é cedo para fazer testamento

O Sr. Ezequiel tem 87 anos. É viúvo. Teve um filho com deficiência que foi cuidado por um sobrinho da mulher, durante toda a vida daquele e que também já morreu.Tinha um irmão que já faleceu sem filhos.

Depois do filho nascer, o sr. Ezequiel não aguentou e emigrou. Andou 55 anos pelo mundo fora.

Agora aos 87 anos, tem algum dinheiro no banco e não tem herdeiros. Quer deixar algum dinheiro a esse tal sobrinho da mulher , que não tem nenhum parentesco com ele.

"Tem de fazer testamento, Sr. Ezequiel. Porque se lhe acontece alguma coisa, o dinheiro vai para o Estado e o sobrinho da mulher não fica com nada."

Resposta do Sr. Ezequíel: "Mas, não acha que é um pouco cedo para eu fazer testamento?".

Ela quer-se divorciar, a malandra......

O Rui está desempregado há 10 anos. Há muito que acabou o subsídio de desemprego e o social de desemprego. Não tem nenhum rendimento.

Vive com a mulher Elsa e um filho numa casa da Câmara que lhe está arrendada a ela. A Elsa trabalha como caixa num supermercado. Há dias a Elsa chegou a casa com uns papéis para o marido assinar, para se divorciarem. Há anos que não fazem vida em comum, não se lava roupa junta, a Elsa não lhe faz comida.

 "Que saia ela. E depois onde é que eu vou morar?", diz o Rui.

Então e trabalhar Rui? É muito difícil. Não há nada  (há dez anos que não há nada.....).

O Rui tem hoje 46 anos.

Pequeno devedor (desprotegido e sem advogado) é "esmagado" pelas partes credoras que têm advogados

Todo o sistema da acção executiva em Portugal mostra um brutal (e profundamente injusto) "esmagamento" do pequeno devedor pelas partes que têm advogados. Permite-se que pessoas, devedoras de €. 80.000,00 (por exemplo) a um banco, passem por toda a acção executiva (judicial), até que fiquem sem casa e devedoras , com salários e pensões penhoradas para o resto da dívida (mesmo depois de entregarem a casa),  sem que o sistema exija que sejam assistidos por um advogado (ou patrocínio obrigatório). Do outro lado, temos as partes bem acompanhadas por advogados e solicitadores, com sistemas programados para "executar/penhorar" por click. É assustadora a falta de cultura jurídica dos portugueses que não sabem os seus direitos, que podem reagir, que se podem opor, que podem contestar, que podem ter apoio judiciário. O Sistema permite que esta falta de informação jurídica da população 8e grande culpa da Ordem dos Advogados , por inércia) crie milhares de situações gritantemente injustas. Há que reagir imediatamente à ignorância da lei e a este sistema redutor e empobrecedor.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Gregos de cabeça perdida levantam as poupanças....e a malta cá a pensar se não vale a pena fazer o mesmo........

Lagarde avisa que tem de se estudar o cenário da Europa sem a Grécia no Euro.

Banco Central Europeu corta empréstimos aos bancos gregos.

Cidadãos gregos correm aos bancos para levantar o seu dinheiro, tentando "salvar" as suas poupanças e levantando 1.200 Milhões de euros em 2 dias !

Se os levantamentos continuarem, daqui a uma semana os cidadãos gregos já não podem levantar o resto do seu próprio dinheiro porque os banco não têm liquidez.....

A Troka vai-se sentar em Lisboa a "mudar" o "acordoyka" para o caso da Grécia sair do euro.

Quanto tempo falta para nós portugueses fazermos o mesmo?

Ou alguém acha que não íamos todos a correr aos bancos levantar os nossos "patacos" na perspectiva de não os podermos ter durante muito tempo ou nunca mais?

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Quase como no tempo das Rainhas Marias....


O Decreto-Lei n.º 102/2012 de 11 de maio criou o FUNDO DE SOCORRO SOCIAL



Entre outros, o O FSS destina -se a:  



a)      Prestar apoio às instituições particulares de solidariedade social, equiparadas ou outras de fins idênticos e de reconhecido interesse público que prossigam modalidades de ação social;



b)      Apoiar pessoas e famílias que se encontrem em situação de emergência social;



c)      Fazer face à despesa decorrente do diferimento da desocupação de imóvel arrendado para habitação, nos termos da legislação aplicável.



O governo deve regulamentar por portaria os termos do funcionamento do FSS em 30 dias contados a partir de 12 de Maio de 2012.



Vamos lá ver se funciona.



terça-feira, 15 de maio de 2012

Ao menos "tratam" as depressões ao Sol em Carcavelos

3ªF , 15 de Maio de 2012, dia de escola e de trabalho, normal, a Praia de Carcavelos (e os respectivos parques de estacionamento) às 14 horas estava cheia como num dia de Agosto. 

Serão todos Desempregados? Com mais de metade da população desempregada, reformada e sem trabalhos (para trabalhadores independentes) , resta a metade da população do país procurar as praias em vez de estar fechado em casa.

Vale pela luz e sol que apanham (com protectores solares , espero) e que ajudam a tratar a depressão....

A minha reforma mais a pensão de sobrevivência.....

 A D. Fernanda tem 67 anos. É uma senhora bonita, sempre bem penteada e bem vestida, de palavra alegre, jovial e simpática.

Numa das várias vezes que a vi chegar, puxando uma mala de viagem com várias etiquetas de agências de viagens e aviões, contou-me que é professora primária reformada, desde os 55 anos, com todos os anos de serviço. Tem uma boa reforma, de cerca de €. 2.000,00. O marido era professor de liceu, também ele reformado, com cerca de €. 2.200,00. Morreu há 10 anos e ela ficou também com a pensão de sobrevivência dele de €. 1.100,00 por mês. Tem dois filhos já na casa dos 40 e netos na Universidade. Desde que o marido morreu (já os filhos já eram casados...), com €. 3.100,00/mês.

Para não se sentir sózinha, viaja para o estrangeiro com outras amigas, também professoras reformadas e viúvas, umas duas vezes por ano. Em 2011 esteve na República Dominicana, uma semana, em Abril e em Novembro na India, 3 semanas, agora em Março estiveram uma semana em Londres. Namastê, D. Fernanda! Vida longa e com saúde! É provavelmente a última geração a quem o Estado Português permitirá longa, próspera e boa velhice….

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Coitada! Está desempregada.... veio para a rua sem nada....

Conversa entre a Advogada e a Cliente:

Adv: ... mas mandaram-na embora assim sem mais nada?
Cliente: Não. Mandaram-me ao escritório do advogado deles
 que me deu uns papéis para assinar.... fizeram as contas, deram-me o que tinha a receber do mês mais os subsídios, mas não deram indemnização.

Adv: Mas qual foi a razão para a mandarem embora?

Clientes: Ah! Foram uns velhotes. Disseram que eu dei a a sopa muito quente...

Adv: Mas deu a sopa como à colher?

Cliente: Sim; são pessoas muito dependentes.

Adv: Dependentes como?

Cliente: São pessoas atrasadas...que estão sempre deitadas ou que somos nós que as sentamos.

Adv: Mas não se mexem? Não disseram que a sopa estava quente? Não reagiram?

Cliente: Não. Não se mexem. Estão assim.... parados... não reagem....

Adv: Mas a sopa estava a ferver? A senhora não pôs um pouco nas costas da mão? Como se faz com os bebés?

Cliente: Eles dizem que sim...

Adv: Eles quem?

Cliente: Os donos dizem que sim.

Adv: Mas como é que eles sabem?

Cliente: Diz que ficaram com a boca e garganta queimadas. Disse-lhes a minha colega que entrou depois.

Adv: Queimadas? Então a sopa estava a ferver.... e foram ao hospital?

Cliente: Acho que sim. A minha colega disse aos donos...

SILÊNCIO

Cliente: Depois mandaram-me ao advogado e não me deram nenhuma indemnização.

Adv: A senhora tem noção que cometeu um crime? De Maus Tratos?

Cliente: Pois. Mas mandarem-me embora assim com uma mão à frente e outra atrás é que não está bem. Agora estou desempregada. Já apanhei uma depressão.

Histórias Reais que Acontecem Mesmo do Outro Lado da Rua.....

Inicio hoje a publicação de dezenas de pequenas histórias reais, que acontecem mesmo do outro lado da rua e que, pelo insólito, adequação, contradição, interesse e curiosidade, me têm alegrado, espantado, revoltado, feito pensar, entristecido, animado e que merecem divulgação . Cá vai!