Hoje mesmo na Carris, na Loja Mob de Santo Amaro, ao
Calvário. Vários estudantes universitários e clientes, consultaram o Horário de
Atendimento ao Público colocado no exterior e internet, das 9h às 17 horas, e
deslocaram-se a essa Loja Mob para tratar do Passe Social. Eram 15:50m. O
Segurança da Porta, com ar importante, segurava o rolo das senhas cor-de-rosa e
dizia a toda a gente que não, que mais
ninguém podia tratar do passe hoje porque as senhas estavam.... Esgotadas!
Dezenas de pessoas, ENGANADAS pelas INDICAÇÕES PÚBLICAS DOS
HORÁRIOS DE FUNCIONAMENTO PUBLICADAS PELAS CARRIS, deslocaram-se às Lojas até
às 17h, conforme os anúncios ao público dizem poder ser feito. Mas "batem com o nariz
na porta" porque alguém, dentro dos serviços, decidiu que só se distribuem
senhas até às 16h (ou 15,45m) e a Loja não atende efectivamente ao público até
às 17h, como publicamente anuncia.
Como se caracterizam estes anúncios no site da Carris?
ENGANOSOS PARA O CONSUMIDOR. Muita gente desloca-se de grandes distâncias
porque só há praticamente duas lojas em Lisboa que "tratam" destes
assuntos de "fazer o passe". Os utentes chegam dentro do horário que
a Carris anuncia. E.... são enganados.
Publicidade enganosa, danos morais com perda de tempo,
gastos de dinheiro a mais para usarem os transportes nesse dia, e nos seguintes
até terem o passe: RESPONSABILIDADE CIVIL da Carris. Sem dúvida, direito dos
utentes a indemnização dos prejuízos causados. Nem que seja a restituição com
juros do dinheiro dos transportes que pagam a peso de ouro - sempre que compram
um bilhete individual no autocarro - para além dos danos morais com a
deslocação, perda de tempo, indignação e ansiedade.
A isto soma-se um grupo enorme de funcionários de uma
Empresa Pública, paga por todos nós, que recebe salários saídos dos nossos
impostos, de costas absolutamente virada contra o público e sem qualquer gosto
ou interesse pelo trabalho.
O Chefe? Perguntou-se? Não está presente. Às 15: 50 m o “Chefe”
não está presente. Umas dezenas de funcionários de uma Empresa Pública,
absolutamente mal dispostos que, em 1 hora, fizeram perder à Carris , pelo menos,
30 (pessoas) x €. 60,00 (preço mensal médio do passe) = €. 1.800,00. "Nas tintas"
para os interesses da Empresa Pública, dos utentes e necessidades sociais.
Pudera! Têm o salário garantido ao fim do mês!
Claro que os utentes se indignaram e disseram bem alto que :
"Isto não é a Grécia! Se pensam que vamos continuar a pagar salários dos
mais que excedentários funcionários das empresas públicas e funcionários públicos
estão mais que enganados!” “ Pisam o risco, Rua! “ “Vão-se embora da
"função pública" que todos lhes agradecemos!" "Era o que
mais faltava que esta gente, paga pelos nossos impostos, não programe os
serviços de atendimento público de forma a todos os utentes sejam atendidos dentro
dos horários que a Carris anuncia".
E os directores da Carris - com salários mais que simpáticos
- são absolutamente incapazes de implementar um acto tão simples nos serviços
de atendimento ao público, como reforçar o atendimento com outro/mais pessoal pelo
menos durante a semana do fim e princípio do mês.
Pouca vergonha que os portugueses, alto e a bom som, fizeram
saber in loco aos funcionários destes serviços de interesse público, com expressões
do género: "Não vamos aturar isto. Não querem trabalhar: Rua! “ “ E ainda
se põem com greves que prejudicam toda a população. “ “Vão-se mas é embora que
funcionários públicos como vocês não nos fazem falta nenhum! Não vamos aturar
isto!"
E fazem muito bem em não aturar. Isto não é a Grécia em que
se pretende continuar a gastar na função pública, empresas públicas e
"pensões" instaladas o mesmo que se gastava há 5 anos e que todos
sabemos que não temos dinheiro para pagar.
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