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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Funcionários das Empresas Públicas. Já ninguém lhes atura "caras de pau" e mau atendimento.


Hoje mesmo na Carris, na Loja Mob de Santo Amaro, ao Calvário. Vários estudantes universitários e clientes, consultaram o Horário de Atendimento ao Público colocado no exterior e internet, das 9h às 17 horas, e deslocaram-se a essa Loja Mob para tratar do Passe Social. Eram 15:50m. O Segurança da Porta, com ar importante, segurava o rolo das senhas cor-de-rosa e dizia a toda a gente que não, que  mais ninguém podia tratar do passe hoje porque as senhas estavam.... Esgotadas!


Dezenas de pessoas, ENGANADAS pelas INDICAÇÕES PÚBLICAS DOS HORÁRIOS DE FUNCIONAMENTO PUBLICADAS PELAS CARRIS, deslocaram-se às Lojas até às 17h, conforme os anúncios ao público dizem  poder ser feito. Mas "batem com o nariz na porta" porque alguém, dentro dos serviços, decidiu que só se distribuem senhas até às 16h (ou 15,45m) e a Loja não atende efectivamente ao público até às 17h, como publicamente anuncia.
 

Como se caracterizam estes anúncios no site da Carris? ENGANOSOS PARA O CONSUMIDOR. Muita gente desloca-se de grandes distâncias porque só há praticamente duas lojas em Lisboa que "tratam" destes assuntos de "fazer o passe". Os utentes chegam dentro do horário que a Carris anuncia. E.... são enganados.

 
Publicidade enganosa, danos morais com perda de tempo, gastos de dinheiro a mais para usarem os transportes nesse dia, e nos seguintes até terem o passe: RESPONSABILIDADE CIVIL da Carris. Sem dúvida, direito dos utentes a indemnização dos prejuízos causados. Nem que seja a restituição com juros do dinheiro dos transportes que pagam a peso de ouro - sempre que compram um bilhete individual no autocarro - para além dos danos morais com a deslocação, perda de tempo, indignação e ansiedade.

 
A isto soma-se um grupo enorme de funcionários de uma Empresa Pública, paga por todos nós, que recebe salários saídos dos nossos impostos, de costas absolutamente virada contra o público e sem qualquer gosto ou interesse pelo trabalho.

 
O Chefe? Perguntou-se? Não está presente. Às 15: 50 m o “Chefe” não está presente. Umas dezenas de funcionários de uma Empresa Pública, absolutamente mal dispostos que, em 1 hora, fizeram perder à Carris , pelo menos, 30 (pessoas) x €. 60,00 (preço mensal médio do passe) = €. 1.800,00. "Nas tintas" para os interesses da Empresa Pública, dos utentes e necessidades sociais. Pudera! Têm o salário garantido ao fim do mês!


Claro que os utentes se indignaram e disseram bem alto que : "Isto não é a Grécia! Se pensam que vamos continuar a pagar salários dos mais que excedentários funcionários das empresas públicas e funcionários públicos estão mais que enganados!” “ Pisam o risco, Rua! “ “Vão-se embora da "função pública" que todos lhes agradecemos!" "Era o que mais faltava que esta gente, paga pelos nossos impostos, não programe os serviços de atendimento público de forma a todos os utentes sejam atendidos dentro dos horários que a Carris anuncia".
 

E os directores da Carris - com salários mais que simpáticos - são absolutamente incapazes de implementar um acto tão simples nos serviços de atendimento ao público, como reforçar o atendimento com outro/mais pessoal pelo menos durante a semana do fim e princípio do mês.

 
Pouca vergonha que os portugueses, alto e a bom som, fizeram saber in loco aos funcionários destes serviços de interesse público, com expressões do género: "Não vamos aturar isto. Não querem trabalhar: Rua! “ “ E ainda se põem com greves que prejudicam toda a população. “ “Vão-se mas é embora que funcionários públicos como vocês não nos fazem falta nenhum! Não vamos aturar isto!"


E fazem muito bem em não aturar. Isto não é a Grécia em que se pretende continuar a gastar na função pública, empresas públicas e "pensões" instaladas o mesmo que se gastava há 5 anos e que todos sabemos que não temos dinheiro para pagar.

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