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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Eu escuto as pessoas. Também a Maria Filonema Mónica? Pois.... eu não consigo ouvir todas as pessoas......

A tvi 24 repetiu ontem a transmissão da Conferência "Os portugueses em 2030", que o moderador José Alberto de Carvalho "transformou" no tema "Imortalidade".

O painel prometia, com o teólogo José Tolentino de Mendonça, o maestro Rui Massena, um jornalista e a Maria Filomena Mónica, que supostamente estava ali como socióloga e ia falar sobre a imortalidade das nações e sociedades.

As exposições iniciaram-se com Tolentino de Mendonça, à vontade dentro do tema, usando palavras acessíveis e explicitando magnificamente o seu pensamento sobre a questão da mortalidade do homem e aspiração à imortalidade, sem , todavia, entrar em secções profundas do seu amplo conhecimento das várias religiões do mundo, deixando no ar a definição do sentimento Esperança.

De seguida Rui Massena "puxou-nos" para a criatividade como forma de alcançar a imortalidade, considerando a criação na arte e pensamento como o "gesto" que o homem faz, como seu legado.

O jornalista ficou com o tema, "os custos da imortalidade" mas apenas avançou os custos médicos, sem entrar no tema do custo imaterial da imortalidade, para o homem.

Por fim, Maria Filomena Mónica, sem nunca entrar no tema, obrigou-nos a ouvir as suas ideias agnósticas e contra a religião católica (tema em que o teólogo nem entrou), disse 150 vezes a palavra "eu", foi malcriada e desagradável para o painel, "desprezou" a teologia ( não percebendo que as pessoas que a estudam , porventura já esgotaram os temas da própria filosofia, indo ainda mais além, para o estudo da complexidade da emoção do homem perante a sua própria natureza), falou da sua infância e vida, confundiu-se ao longo da exposição "saltando" de uns assuntos para os outros, sem conseguir recuperar o fio à meada, repetiu-se e repetiu-se e repetiu-se mostrando-se "esclerosada", já sem as capacidades que porventura anteriormente possa ter tido e sem qualquer consciência disso. Por fim, concluiu dizendo que "EU", Maria Filomena Mónica, não quero viver até aos 100 anos.

De todas as intervenções foi a única que não tocou uma única vez no tema em debate.

Não há ninguém lá em casa que a proiba de ir falar em público? Ou os anfitriãos e jornalistas são tão maus a ponto de a deixarem "expôr-se" ao ridículo na sua falta de tacto e hiperEgo, mostrando as fragilidades de uma vida de vaidade e inconsciência de que a "idade chega a todos" ?

Enfim. A primeira parte da sua intervenção ainda escutei. Quando começou a fase de debate e ela "retomou" a palavra dentro do mesmo estilo "eu, eu, eu" ,  considerei que não a conseguia ouvir, quanto mais escutar, e que mais 15 segundo e o "papaguear" se tornaria numa tortura. Por isso, apaguei a televisão e fui-me deitar!

Assim, confesso: eu escuto as pessoas, adoro que exponham ideias e debater sobre elas, concorde ou não com as convicções dos outros. Tenho tremendo e profundo respeito quer pelos estudos de letras, filosofia, teologia, quer por artes, ou ciências; sou "pequena" perante a dimensão a que o pensamento, a arte e a ciência chegaram já hoje em 2012 e muito mais chegarão em 2030.

MAS

Não aturo "hiperEgos" , vaidades, falta de educação e insanidades. Não consigo. É um atentado à seriedade intelectual do indivíduo. Sorry.

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