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sábado, 8 de setembro de 2012

Banco Central Europeu tenta "enganar" crise do euro com compra "irreal" da dívida dos Estados aflitos.

Pois é. É só um mecanismo artificial de cosmética financeira este anúncio de há dois dias do BCE de "comprar" a dívida dos países europeus aflitos.

Não é uma solução verdadeira: é só mais um mecanismo financeiro "artificial" destinado a durar 2 ou 3 anos a "fazer de conta" e, pôr um "penso rápido", na enorme crise do euro.

Como é que alguém compra uma coisa que já é sua?

Ou seja, os Estados membros vão dar com uma mão ao BCE o dinheiro que este precisa para depois lhes dar com a outra.

Soluções "chico-espertistas" deste género, que só criam artificialismos nas relações financeiras internacionais são exactamente iguais às situações criadas pelos bancos e financeiras americanos que até 2008 (quando "estoiraram") faziam avaliações aos imóveis das pessoas a preços muito superiores ao valor que estas realmente valiam, para emprestar mais dinheiro (ou seja, vender mais dinheiro), contabilizando activos "irreais" sem qualquer suporte físico e real.

Esta decisão do BCE é cosmética: não é real. Não traz dinheiro novo e verdadeiro. São só mudanças de números de umas colunas para outras para simular a existência de dinheiro num local onde efectivamente ele não existe.

E, depois de o BCE "comprar" a dívida, os Estados ficam sem as suas próprias dívidas e o "buracão" fica no BCE. Buracão esse que, mais cedo ou mais tarde, os Estados, de novo, com o seu dinheiro têm de voltar a "encher".

Só que, como os Estados são um "poço sem fundo" de sorvimento de dinheiro para as suas despesas públicas, não vão "encher" de novo o buraco nos prazos que o BCE vai fixar.... Os países mais ricos da zona euro, vão-se chatear de lhes estarem sempre a pedir dinheiro para financiarem Grécias e Portugais e vão ser eles próprios os primeiros a regressar às suas velhas moedas. Os outros que encham o "buracão" !

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