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domingo, 25 de novembro de 2012

Violência Doméstica é bater nas Mulheres e estas baterem nos Filhos!

Pois é Dra Teresa Morais, Secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares. Se quer "dar murros na mesa" a sério não pode dirigir a Campanha Contra a Violência Doméstica apenas contra a agressão a Mulheres.

Toda a sua Campanha "Murro na Mesa" parece apenas qualificar de maus tratos os que são exercidos "dentro de casa" contra as mulheres.

Então e os Filhos?

Ou não percebe que a a génese da Violência Doméstica não são as mulheres "batidas" mas sim nas crianças a quem se bateu e bate?

Ou a Dra Teresa Morais acha que essas mulheres que levam pancada não a aceitam? Já elas, em crianças foram "batidas" pela mãe ou pelo pai.  A violência em casa é um facto "aceite". Esses companheiros que batem nas mulheres também foram "batidos" e levaram "tareia" em crianças. Os homens que batem, e as mulheres que "levam", simultamente , os dois, de seguida batem nas crianças que têm ao pé.

Essa é que é a realidade: os pais continuam a achar que podem (têm o direito) bater nos filhos !!! Isso é que é o verdaeiro problema !

Tem ideia que as tais mulheres que vão para as tais casas de refúgio , levando as crianças consigo, continuam a dar-lhes estalos e bofetadas nesses refúgios? Ora, investigue lá um bocadinho para perceber que a mentalidade não se muda em adulto mas sim em criança e nas novas gerações.

A luta contra a violência doméstica não pode começar por cima, pelo adulto. Tem de começar pela educação das crianças, desde pequeninas (1 - 2- 3 anos), que NINGUÉM   -    NEM a sua MÃE ou o seu PAI, ou Avó    -    lhes pode levantar a mão ou dar um estalo.

Quer mudar mentalidades? Comece pelas crianças. Comece pelas ESCOLAS. Eduque e dê formação às educadoras de infância e professoras para que elas FAÇAM AS CRIANÇAS INTERIORIZAR DESDE PEQUENINAS QUE NINGUÉM TEM O DIREITO DE LHES BATER.

Ponha as professoras a cumprir a lei , comunicando ao Ministério Público, como é sua obrigação (bem esclarecida no Estatuto do Aluno)  os casos de violência em casa, sobre os alunos, de que os professores têm conhecimento. Acabe com a cobardia das escolas, que têm medo de cumprir a lei.

Bater num filho  -  ainda que seja só uma "pequena" bofetada,  é um Crime de Violência Doméstica. É punível com pena de prisão. É um crime público. Está assim legislado no Código Penal (e muito bem)  há anos. (Não é nada o tal "acto de bondade" que um qualquer absurdo de psicólogo tipo Eduardo Sá apregoa criminalmentre na TV - v. 5 para a meia-noite ).

As crianças que hoje "apanham" uma bofetada ou estalo, da mãe ou do pai, vão dar estalos nos colegas (e achar que o podem fazer) e vão ser adultos "batedores".

Dar um estalo no filho (seja ou não na tal "altura certa" Imagine-se!!!!!) não é nada um "acto de bondade". É um crime. E é uma vergonha que esse tal Eduardo Sá diga isso na TV.

Quer mudar mentalidades, Teresa Morais? Então eduque as crianças para que não admitam a ninguém - e muito menos aos seus pais - que lhes batam (com mais ou menos força, um ou dois ou três estalos.... qual é o limite? ! ? ! Um estalo por dia? Dois estalos por mês? Uma sova por ano?).

Quer acabar com as mulheres vítimas de violência doméstica? Eduque-as, desde crianças (não precisa muito tempo - bastam 10 anos) para não aceitarem que os pais ou familiares lhes batam. Essas crianças, tendencialmente, vão criar menos "brigas" na escola e não vão aceitar ser batidas em adultas, nem bater elas nos filhos.

Sem qualquer desprimor pelo seu trabalho, a sua campanha "Murro na Mesa" está longe de vir a ser totalmente sucedida. Porque está apenas a ver a árvore, Senhora Secretária de Estado, não está a "tratar" da floresta.

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