A D. Fernanda tem 67 anos. É uma senhora bonita, sempre bem penteada e bem vestida, de palavra alegre, jovial e simpática.
Numa das várias vezes que a vi chegar, puxando uma mala de viagem com várias etiquetas de agências de viagens e aviões, contou-me que é professora primária reformada, desde os 55 anos, com todos os anos de serviço. Tem uma boa reforma, de cerca de €. 2.000,00. O marido era professor de liceu, também ele reformado, com cerca de €. 2.200,00. Morreu há 10 anos e ela ficou também com a pensão de sobrevivência dele de €. 1.100,00 por mês. Tem dois filhos já na casa dos 40 e netos na Universidade. Desde que o marido morreu (já os filhos já eram casados...), com €. 3.100,00/mês.
Para não se sentir sózinha, viaja para o estrangeiro com outras amigas, também professoras reformadas e viúvas, umas duas vezes por ano. Em 2011 esteve na República Dominicana, uma semana, em Abril e em Novembro na India, 3 semanas, agora em Março estiveram uma semana em Londres. Namastê, D. Fernanda! Vida longa e com saúde! É provavelmente a última geração a quem o Estado Português permitirá longa, próspera e boa velhice….
Não tarda será anunciado o fim das Pensões de Sobrevivência. Não para os actuais viuvos e viuvas que têm pensões próprias muito baixas, mas para aqueles que tenham mais de €. 1.500,00 de pensão de reforma.
ResponderEliminarDuvido que os actuais trabalhadores no activo venham a receber a chamada "reforma por inteiro" mesmo que tenham trabalhado a vida inteira.
ResponderEliminarDuvido que as Pensões de Sobrevivência continuem a ser atribuidas aos casados, numa sociedade em que 50 % das pessoas se divorcia.